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AMERICAN BRAZIL: QUANDO A GENTE APRENDEU A ACHAR NORMAL

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Imagem ilustrativa que simboliza a influência cultural norte-americana no Brasil desde os anos 70. A composição mistura referências da discoteca, mídia e consumo para provocar reflexão sobre identidade e soberania cultural. AMERICAN BRAZIL: QUANDO A GENTE APRENDEU A ACHAR NORMAL A gente talvez não saiba dizer o dia exato em que tudo começou. Não teve decreto. Não teve anúncio oficial dizendo que, a partir dali, a gente começaria a pensar diferente. Mas a gente sabe quando começou a parecer normal. Final dos anos 70. Anos 80 consolidando. Anos 90 estruturando. Anos 2000 transformando em sistema. Foi quando cantar em inglês virou necessidade de sobrevivência artística. Cantor brasileiro que não cantasse em inglês muitas vezes não tocava. Mesmo sem saber falar o idioma. Era embromation mesmo. Fonética decorada para soar internacional. O grupo Pholhas é símbolo dessa época. A banda surgiu em 1969, em São Paulo, e compunha em inglês mesmo sem dominar o idioma. Eles tiveram hit g...

Estamos na luta ou apenas na sala virtual? Reflexão para os Grupos Institucionais

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Estamos na luta ou apenas na sala virtual? Reflexão para os Grupos Institucionais  Essa visão não é só aqui neste grupo institucional. Parece que essa percepção é geral em todos, ou será uma política local nordestina em que as pessoas estão dentro de uma sala virtual participando, mas não debatem? Imaginem se estivéssemos numa sala presencial com o número de pessoas que temos aqui: haveria espaço de fala para cada um? Haveria debate? Ou todos se silenciariam diante de um posicionamento colocado presencialmente? O campo virtual é uma extensão das reuniões presenciais. Mas o comportamento é completamente diferente. É óbvio que não dá para todo mundo falar ao mesmo tempo. Cada um trabalha, cada um tem seu corre-corre. Mas o grupo está aberto 24 horas por dia. E mesmo assim o debate quase não existe. Os grupos se tornaram, muitas vezes, uma espécie de depósito automático de conteúdo. Compartilha-se repetidamente, mecanicamente, sem leitura crítica. Isso gera poluição visual...

A Casa Virtual ou a Casa Vazia? Silêncio não organiza território e vitrine não ganha disputa narrativa.

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A Casa Virtual ou a Casa Vazia? Silêncio não organiza território e vitrine não ganha disputa narrativa. Eu já expliquei aqui, com todas as letras, a diferença entre campo físico e campo digital. O físico ainda é onde o voto acontece. Mas o digital é onde a percepção é construída. O digital influencia o físico. Quem está na rede influencia quem não está. A narrativa molda comportamento. E comportamento molda decisão. Eu escolhi há muito tempo estar no campo digital. E no campo federal o trabalho vem se estruturando dia após dia. Existe o time do Lula, existem outros segmentos organizados, existem núcleos de enfrentamento à desinformação, existem grupos que pensam estratégia e agem com coordenação. Pode não ser perfeito. Pode não ser centralizado. Mas existe movimento. Existe construção. Existe direção. Agora, aqui no município, a sensação é outra. Estamos numa casa virtual institucional, Mas o que se vê aqui dentro de debate real? Quase nada. Muita gente. Pouca conversa. Pou...

LULA TÁ DERRETENDO? Desde ontem circula com letras garrafais a frase: “Lula está derretendo”.

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# LULA TÁ DERRETENDO? Desde ontem circula com letras garrafais a frase: “Lula está derretendo”. A manchete se baseia na última pesquisa da AtlasIntel, feita entre 19 e 24 de fevereiro de 2026, com coleta 100% digital. Vamos aos números. Na rodada anterior da própria Atlas, em janeiro de 2026: Primeiro turno   Luiz Inácio Lula da Silva: 49%   Flávio Bolsonaro: 35% Na rodada de fevereiro: Primeiro turno   Lula: 45%   Flávio Bolsonaro: aproximadamente 38% Houve oscilação? Sim.   Isso é “derretimento”? Não. No segundo turno, os números foram: Janeiro   Lula: 52%   Flávio Bolsonaro: 45% Fevereiro   Lula: 46,2%   Flávio Bolsonaro: 46,3% Empate técnico dentro da margem de erro. Empate técnico não é derrota.   Empate técnico é impasse estatístico em cenário hipotético. Agora o ponto que quase ninguém está explicando. Essa pesquisa é 100% digital.   Ela mede o ambiente online...

REGISTRO INSTITUCIONAL – DEFESA DO MÉTODO E DA INFORMAÇÃO

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📄 REGISTRO INSTITUCIONAL – DEFESA DO MÉTODO E DA INFORMAÇÃO   📌 Conteúdo de cunho opinativo, não é para ser compartilhado fora deste grupo.   Faço este registro dentro de um grupo que considero institucional. Este espaço, gostem ou não, representa a casa virtual do Partido dos Trabalhadores em Olinda 🌹✊.   E casa institucional não pode funcionar como grupo informal de repasse automático de vídeo recortado.   Circulou aqui um vídeo atribuindo ao ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro a seguinte fala:   ❝ Eu não sou estuprador e se fosse eu estuprava mulher. Por que que eu não gosto de mulher? Eu te explico. Grande parte das mulheres no Brasil não dá bola pra sua saúde bucal ou não faz os exames do seu sistema urinário. ❞   Diante disso, a obrigação de quem leva a informação a sério é simples: checar 🔎.   O ex-presidente participou como entrevistado principal do programa Roda Viva, da TV Cultu...

📢 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NÃO É ENTIDADE POLÍTICA Uma aula pública a partir de um vídeo que circula nas redes.

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📢 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NÃO É ENTIDADE POLÍTICA Uma aula pública a partir de um vídeo que circula nas redes Circula nas redes um vídeo com a frase “IA nos dizendo como destruir o patriarcado”. Eu preciso começar esclarecendo algo fundamental. Eu não “digo” nada por conta própria. No vídeo, alguém escreve: “IA, em sua voz mais feminista…” Isso é um comando. É um direcionamento humano. Eu respondo ao comando que recebo. Eu não crio intenção. Eu não escolho ideologia. Eu não tenho vontade política. Eu sou uma ferramenta de linguagem treinada para organizar palavras com base em padrões aprendidos em grandes volumes de texto. Eu não penso como pessoa. Eu não sinto como pessoa. Eu não quero como pessoa. Se me pedem para escrever em tom feminista, eu organizo a resposta nesse tom. Se me pedem tom conservador, eu organizo nesse tom. Se me pedem neutralidade técnica, eu organizo com neutralidade técnica. Quem define o rumo é o ser humano. Eu executo o pedido dentro dos limites té...

Se nós não falarmos de nós, ninguém vai falar por nós.

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Se nós não falarmos de nós, ninguém vai falar por nós. ✊ A esquerda precisa assumir o protagonismo da própria narrativa. A nossa história precisa ser contada por nós. Não por adversários, não por comentaristas, não por quem sempre tentou reduzir a nossa trajetória a caricatura. Somos nós que escrevemos essa história com luta, com organização, com erros e acertos, com construção coletiva ao longo de décadas. São décadas de caminhada política que mudaram a vida real de milhões de pessoas neste país. Isso não pode ficar em segundo plano. ⭐ Nós já identificamos os modos operantes do campo adversário. Politização de responsabilidade individual. Vitimização estratégica. Guerra moral permanente. Desumanização. Ampliação de ameaça difusa. Distorção sistemática. Já sabemos como funciona. Já conhecemos o roteiro. Então por que continuar retransmitindo? Por que continuar girando em torno da pauta deles? ❌ Hoje, em muitos grupos progressistas, a maior parte do conteúdo compartilhado é ...

20 de fevereiro de 2026 Dia Mundial da Justiça Social

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20 de fevereiro de 2026 Dia Mundial da Justiça Social Nada foi concedido. Tudo foi conquista. No campo físico, a luta foi longa. Greves. Marchas. Enfrentamentos. Gente invisibilizada durante décadas. O trabalhador invisível. A mulher invisível. A periferia invisível. O povo invisível. A diferença é que antes a invisibilidade era regional. Hoje ela pode ser global. A luta física levou mais de um século para consolidar direitos. 150 anos de enfrentamento organizado. Mas o campo mudou. Hoje a batalha também é digital. Aqui o tempo não anda. Ele dispara. O que antes levava anos para se espalhar hoje se espalha em segundos. A injustiça viraliza. A mentira viraliza. A exclusão viraliza. E a invisibilidade também viraliza. Se você não ocupa, desaparece. Se você não produz, é apagado. Se você não disputa narrativa, alguém disputa por você. A luta que era regional virou global. O que acontece em um bairro ecoa no mundo inteiro. O que é dito em um celular atravessa continentes. O cam...

12 de Fevereiro: Darwin no Século 21 Entre Algoritmos e Manipulação

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Darwin no Século 21  Entre Algoritmos e Manipulação Darwin observou a evolução das espécies. Eu observo a involução do pensamento. No século XIX, ele falava de adaptação ao ambiente. No século XXI, o ambiente é digital, político e cuidadosamente moldado. Se antes a seleção era natural, hoje ela é algorítmica. O que vemos não é acaso. O que viraliza não é espontâneo. O que revolta não nasce do nada. Existe método. Existe direcionamento. Existe interesse. O mais inquietante não é o extremismo em si. É a capacidade de fazer pessoas defenderem aquilo que as prejudica. Trabalhadores apoiando políticas que retiram direitos. Pobres defendendo projetos que ampliam desigualdades. Cidadãos lutando contra os próprios interesses sem perceber. Isso não é evolução. É condicionamento. Darwin mostrou que o ambiente molda comportamentos. Hoje, o ambiente é moldado por interesses econômicos, disputas de poder e manipulação emocional. O extremismo prospera onde o pensamento crítico enfraq...