4 DE JULHO OLINDENSE:QUANDO O SILÊNCIO TAMBÉM COMUNICA, A POPULAÇÃO SUFOCA.



4 DE JULHO OLINDENSE:
QUANDO O SILÊNCIO TAMBÉM COMUNICA, A POPULAÇÃO SUFOCA.

Companheir@s

Hoje é 4 de julho. Do outro lado do mundo, um povo lembra o dia em que decidiu que já não bastava ser representado à distância. Aqui, na nossa Olinda, quero trazer esse mesmo grito de liberdade para dentro do nosso partido.

Preciso dizer uma coisa com clareza e respeito. Eu, militante de base, morador do Rio Doce, votei no senhor Helder Pires para presidente do partido aqui em Olinda. E reconheço que, como militante político-partidário, o senhor Helder Pires tem realizado um importante trabalho de comunicação, divulgando as políticas públicas do presidente Lula e mostrando como as ações do Governo Federal chegam aos municípios pernambucanos, especialmente a Olinda. Esse trabalho é bem feito, merece reconhecimento e não digo isso com ironia — embora, na minha opinião, fosse muito mais forte se fosse desenvolvido coletivamente por toda a estrutura do partido.

Mas a função de presidente municipal do partido vai além da comunicação das ações do governo. Ela exige representação institucional da militância, organização política, fiscalização do poder público e cobrança permanente quando a população enfrenta problemas graves. E é exatamente aí que sinto falta de um posicionamento institucional.

Vou trazer um exemplo concreto, do lugar onde vivo, o Rio Doce — mas deixo claro: isso não é problema de um bairro. É problema de Olinda inteira, em todos os seus territórios.

Em 13 de janeiro de 2026, o Município de Olinda publicou procedimento de dispensa de licitação para aquisição de medicamentos destinados à Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) da Secretaria Municipal de Saúde. Entre os medicamentos previstos estavam diversos psicotrópicos utilizados no tratamento da saúde mental, como fluoxetina, clonazepam, carbamazepina, carbonato de lítio, clorpromazina, fenitoína e fenobarbital.

Fonte da informação:

MABUS – Portal de Licitações Públicas

https://mabus.com.br/licitacao/19434/dispensa-municipio-de-olinda-olinda-pe

Hoje, 4 de julho de 2026, quase seis meses depois da publicação desse procedimento, pacientes continuam relatando falta de medicamentos controlados na rede pública municipal.

A pergunta que precisa ser respondida institucionalmente é simples.

O que aconteceu entre 13 de janeiro e 4 de julho de 2026?

O procedimento resolveu o problema?

O abastecimento foi normalizado?

Se foi normalizado, por que continuam existindo relatos de desabastecimento?

Se não foi normalizado, quais providências concretas foram adotadas pela gestão municipal para proteger uma população que depende diariamente desses tratamentos?

Quem tem dinheiro compra.

Quem não tem, fica sem.

E quem fica sem não perde apenas um comprimido.

Perde estabilidade.

Perde equilíbrio.

Perde qualidade de vida.

Perde o controle da própria saúde.

A abstinência de medicamentos psicotrópicos não é um detalhe administrativo.

É uma emergência de saúde pública.

É uma bomba-relógio social.

É uma população inteira sendo empurrada para um estado de sofrimento que poderia ser evitado.

É gente tentando controlar a própria ansiedade enquanto o corpo já não responde.

É gente tentando impedir uma crise de pânico.

É gente tentando dormir e não consegue.

É gente tentando preservar a própria família enquanto perde a estabilidade emocional.

É gente tentando não discutir.

Tentando não explodir.

Tentando não adoecer ainda mais.

Cada paciente reage de uma forma.

Mas todos dependem da continuidade do tratamento.

Quando o medicamento desaparece da rede pública, o risco aumenta para o paciente, para sua família e para toda a comunidade.

Isso também é segurança pública.

Isso também é responsabilidade do Estado.

Isso também exige prevenção.

Esperar a tragédia acontecer para só depois agir nunca foi política pública.

Eu mesmo estou vivendo essa realidade.

Estou sem medicação.

Não escrevo este texto apenas como militante político.

Escrevo também como paciente que sente, na própria pele, os efeitos da interrupção do tratamento.

E sei que não estou sozinho.

Conheço inúmeras pessoas vivendo a mesma situação em diferentes bairros de Olinda.

Isso é responsabilidade da gestão municipal, sem dúvida.

Mas cobrar essa gestão, fiscalizar, denunciar quando necessário e defender a população também faz parte da missão institucional de um partido político.

Onde está essa cobrança?

Onde está a comunicação institucional do nosso partido batendo à porta da Prefeitura para exigir respostas?

Até o momento em que escrevo este texto, não encontrei manifestação institucional pública do PT Olinda sobre esse problema específico.

Se ela existe, peço que seja divulgada.

Se não existe, considero que esse silêncio precisa ser rompido.

Porque um partido político também comunica quando fiscaliza, cobra, acompanha e informa a população — e muito mais quando silencia.

Companheiros, justamente por reconhecer o esforço do senhor Helder Pires na divulgação das políticas públicas do presidente Lula e na apresentação das ações do Governo Federal que chegam a Olinda, entendo que cabe ao presidente municipal do partido organizar essa comunicação de forma mais coletiva.

Se a agenda do senhor Helder Pires exige sua presença permanente nas ruas e nas redes sociais, cabe ao presidente delegar à comunicação institucional e aos diversos setoriais do partido — Saúde, Educação, Juventude, Mulheres, Pessoa Idosa, Direitos Humanos e demais áreas de atuação — a missão de acompanhar os problemas da cidade, produzir posicionamentos públicos, cobrar providências e manter o partido presente junto à população.

É exatamente para isso que essas estruturas existem.

Hoje, a impressão que muitas pessoas têm é que o senhor Helder Pires está presente em praticamente todas as frentes de comunicação da cidade.

Isso demonstra disposição e compromisso.

Mas também demonstra que chegou o momento de distribuir responsabilidades.

Um partido político é muito maior do que uma única pessoa.

Quando sua comunicação institucional funciona plenamente, toda a estrutura partidária passa a representar melhor a população.

Como militante, continuo reconhecendo o trabalho de comunicação que o senhor Helder Pires desenvolve ao apresentar as políticas públicas do Governo Federal para Olinda.

Mas também espero ver, com a mesma dedicação, a atuação institucional do presidente municipal do partido na defesa das demandas urgentes da população, antes que o desespero se transforme numa tragédia que poderia ter sido evitada.

Como dizia Chacrinha:

"Quem não se comunica, se trombica."

Este texto não é um ataque pessoal.

É uma cobrança institucional.

É uma cobrança política.

É um pedido de socorro.

É o pedido de um militante.

É o pedido de um paciente.

É o pedido de um cidadão que acredita que um partido político existe para estar ao lado da população, principalmente quando ela mais precisa.

Fernando Kabral
Militante político-partidário

Olinda – PE
4 de julho de 2026 – 09h40

#fernandokabral13 #ptolinda #olinda #saudemental #sus

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