Estamos na luta ou apenas na sala virtual? Reflexão para os Grupos Institucionais
Estamos na luta ou apenas na sala virtual?
Reflexão para os Grupos Institucionais
Essa visão não é só aqui neste grupo institucional. Parece que essa percepção é geral em todos, ou será uma política local nordestina em que as pessoas estão dentro de uma sala virtual participando, mas não debatem?
Imaginem se estivéssemos numa sala presencial com o número de pessoas que temos aqui: haveria espaço de fala para cada um? Haveria debate? Ou todos se silenciariam diante de um posicionamento colocado presencialmente?
O campo virtual é uma extensão das reuniões presenciais. Mas o comportamento é completamente diferente.
É óbvio que não dá para todo mundo falar ao mesmo tempo. Cada um trabalha, cada um tem seu corre-corre. Mas o grupo está aberto 24 horas por dia. E mesmo assim o debate quase não existe.
Os grupos se tornaram, muitas vezes, uma espécie de depósito automático de conteúdo. Compartilha-se repetidamente, mecanicamente, sem leitura crítica. Isso gera poluição visual e compromete a ética do trabalho coletivo.
Precisamos falar de educação virtual.
Ou nos preparamos como base digital organizada, ou alguém vai ocupar esse espaço enquanto ficamos batendo de grupo em grupo.
Hoje vemos a direita pautando narrativas diariamente. E o que fazemos? Passamos o dia comentando o que Bolsonaro fez ou deixou de fazer, o que Michele disse, o que um pastor falou. Repercutimos a agenda deles.
Enquanto isso, esquecemos de reforçar a nossa pauta:
Reeleger o presidente Lula.
Mudar o Congresso.
Mudar o Senado.
Estamos numa casa virtual institucional e não conseguimos nos organizar eletronicamente para fazer uma frente digital coesa.
O WhatsApp nos dá ferramentas para analisar participação. É possível saber quem interage, quem compartilha, quem lê. Está na hora de fazer uma análise gestora responsável e cobrar engajamento real — não apenas encaminhamentos automáticos.
Se existem decisões sendo tomadas em canais paralelos, que isso seja esclarecido. Se existe coordenação, que ela apareça. Se existe estratégia, que ela seja compartilhada.
Porque grupo institucional que não debate vira vitrine.
E vitrine não organiza base.
Vitrine não constrói narrativa.
Vitrine não ganha disputa.
Estamos em fevereiro.
A eleição está logo ali.
Precisamos parar de repercutir a agenda da direita e começar a construir a nossa própria narrativa com estratégia, educação digital, coordenação e liderança.
Para fechar com chave de ouro: Estamos ou não estamos na luta?
Data: 26 de fevereiro de 2026
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