JOHN LENNON SE AUTO SUICIDOU OU NÃO? Uma reflexão sobre os presentes, os ausentes e a vida concreta de quem continua na luta.💪🏻✊🏻
JOHN LENNON SE AUTO SUICIDOU
OU NÃO?
O agradecimento aos presentes é bonito, sincero e plausível. É correto reconhecer todos que estiveram no ato de iniciativa dos moradores do SH, com a participação de diversas organizações e movimentos populares.
A reflexão aqui não está no agradecimento.
A reflexão surge quando observamos algo maior que vem acontecendo há muito tempo: os eventos públicos acabam criando uma divisão silenciosa entre quem pode estar presente e quem não pode.
É quase um “ser ou não ser”, como na famosa frase de Shakespeare. Quem aparece existe politicamente. Quem não aparece acaba se tornando invisível.
Mas a realidade concreta é muito mais dura.
Nos últimos meses sobrevivemos com apenas 43,2% do salário mínimo. Ainda assim, seguimos trabalhando, assumindo responsabilidades e enfrentando cobranças muitas vezes autoritárias. Além disso, temos custos operacionais fixos, como ferramentas de trabalho e internet pré-paga, que reduzem ainda mais o valor líquido disponível para outras despesas. Porque, apesar das adversidades, a luta está no sangue e nos mantém de pé.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, viver com algo próximo desse valor significa estar abaixo da linha da pobreza no Brasil. E milhões de brasileiros vivem nessa condição.
Fonte:
Agência de Notícias IBGE
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Quando olhamos para o sistema político ao longo das décadas, vemos outra consequência desse modelo. Muitas vezes a população acaba sendo empurrada para uma lógica de sobrevivência em que precisa andar de cuia na mão, pedindo ajuda para resolver necessidades básicas.
Nesse ambiente surgem distorções conhecidas da política brasileira: eleitor trocando voto por dentadura, por telhado, por pequenas ajudas emergenciais que deveriam ser direitos garantidos.
Enquanto isso, a militância que deveria estar nas ruas muitas vezes se encontra desmotivada. Não por falta de consciência política, mas porque mal consegue garantir a própria sobrevivência no dia a dia.
E quando essa pessoa chega à terceira idade, a situação pode ser ainda mais dura. Surge então outro fenômeno silencioso: o etarismo, quando pessoas mais velhas acabam sendo deixadas de lado ou esquecidas dentro dos próprios espaços políticos.
Também sabemos que o esvaziamento da militância não se explica por um único fator. Existem muitas forças atuando ao mesmo tempo na sociedade, disputas de narrativa, pressões culturais, interesses econômicos e diferentes formas de influência sobre a opinião pública. Ignorar isso seria simplificar demais uma realidade que é muito mais complexa.
Mas é justamente diante desse cenário que a militância ganha ainda mais importância. É no território, nos becos, nas ruas e nas comunidades que a política precisa voltar a acontecer. Porque é ali, na vida concreta das pessoas, que a disputa de ideias realmente se decide.
Talvez também seja hora de lembrar algo simples, que não é novidade para ninguém: se cada um vai como pode, se cada um vai no seu carro ou do jeito que consegue, por que não pensar em formas coletivas de facilitar a presença de quem quer participar? Às vezes uma carona solidária ou uma pequena rede de apoio já faria diferença para quem quer estar, mas não consegue chegar.
É nesse ponto que faço uma provocação que costuma causar estranhamento: John Lennon se auto suicidou ou não? Sabemos que historicamente ele foi assassinado. Isso é fato. Mas a pergunta aqui não é sobre o crime em si. A pergunta é sobre como determinados ambientes, pressões e contradições podem empurrar processos inteiros para a própria destruição.
Tudo isso ajuda a entender por que muitas vezes vemos poucos militantes nas ruas.
Não é falta de compromisso. Muitas vezes é falta de condições materiais.
E é nesse ponto que surge uma reflexão importante: agradecer aos presentes é justo. Mas compreender os ausentes é fundamental.
Porque a política real não acontece apenas nos atos públicos, nas fotos ou nas redes sociais. Ela acontece principalmente na vida concreta de quem continua resistindo mesmo quando não consegue estar presente.
Ah, e antes que eu me esqueça:
FELIZ DIA 13!!
13 de março de 2026 – 10:20
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