RACISMO ALGORÍTMICOTECNOLOGIA NÃO É NEUTRA.É REFLEXO DA SOCIEDADEQUE A CRIA.
🚨 RACISMO ALGORÍTMICO: QUANDO ATÉ A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NOS FAZ PERGUNTAR
Hoje eu vivi uma situação que me fez pensar seriamente sobre racismo e viés algorítmico.
Recebi uma figurinha com uma criança branca usando chapéu de cangaceiro e a frase “Xêro pra tu”. Resolvi criar uma versão com uma criança negra, mais próxima da diversidade que vejo no Nordeste.
E aí começaram as dificuldades. Diferentes sistemas de inteligência artificial recusaram ou falharam na geração da imagem ou do vídeo.
Isso, sozinho, não me permite afirmar que as recusas aconteceram porque a criança é negra. Seria irresponsável transformar uma suspeita em certeza sem provas.
Mas também não acho que devemos simplesmente ignorar o que aconteceu.
Já existem estudos mostrando que determinados sistemas de reconhecimento facial apresentaram taxas de erro diferentes conforme gênero e tom de pele, com resultados especialmente preocupantes para mulheres de pele mais escura. Isso demonstra que tecnologia não nasce automaticamente livre dos preconceitos existentes na sociedade e nos dados utilizados para desenvolvê-la.
Por isso, o que aconteceu comigo levanta uma pergunta legítima:
Será que estamos diante de mais uma manifestação de viés algorítmico?
Não estou apresentando uma conclusão. Estou levantando uma questão que merece ser investigada.
Porque inteligência artificial também precisa representar a diversidade da nossa gente.
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