UM ABRAÇO QUE VALEU POR TODA A CAMPANHA Política com Amor em 2026: Fernando Kabral, Ivete Caetano e o Valor do Afeto, da Educação e da Militância em Olinda


❤️ UM ABRAÇO QUE VALEU POR TODA UMA CAMPANHA

Por Fernando Kabral | Olinda, Pernambuco — 10 de outubro de 2026

Vivemos num mundo cada vez mais eletrônico, mecanizado e individualista. As pessoas estão tão ocupadas com suas disputas, seus interesses e suas diferenças que, muitas vezes, parecem ter esquecido a importância de um gesto simples de carinho.

Um abraço, um cumprimento, um olhar sincero.

Coisas tão pequenas, mas que podem representar tanto.

Para mim, fazer política também é um ato de amor.

E foi justamente nesta campanha eleitoral de 2026, durante uma mobilização no Largo do Guadalupe, em Olinda, que recebi um dos presentes mais bonitos dessa caminhada.

Um abraço que valeu por toda uma campanha.

O abraço de Dona Ivete Caetano

Alguns dias antes daquele encontro, eu havia conversado com Dona Ivete Caetano quando ela estava dentro de um carro. Aproximei-me, abracei-a e disse que estava torcendo por ela e buscando votos ao lado de amigos professores e professoras.

Foi uma conversa simples, direta, sem formalidades.

Naquela campanha, estive acompanhado de quatro professores que fazem parte do meu dia a dia. Eles trouxeram outros professores, ampliando nossos encontros e nossas conversas pelas ruas e comunidades.

E, naquele reencontro no Largo do Guadalupe, Dona Ivete me recebeu com um abraço tão espontâneo, tão bonito e tão verdadeiro que fiquei profundamente emocionado.

Talvez muita gente não compreenda o significado daquele momento.

Mas não estou falando de cargos, mandatos ou resultados eleitorais.

Estou falando de gente. De carinho. De humanidade.

Já parabenizei a candidata eleita. Hoje quero agradecer à mulher, à pessoa que, naquele instante, me ofereceu algo que nenhuma tecnologia e nenhuma disputa política conseguem substituir.

O afeto humano.

Quando a política perde o carinho

O mundo mudou. A tecnologia transformou nossa maneira de conversar, trabalhar, organizar campanhas e participar da vida política.

Mas será que, no meio de tanta modernidade, não estamos deixando alguma coisa importante para trás?

Hoje vejo companheiros desesperados procurando materiais de campanha, bandeiras, adesivos e outros instrumentos de mobilização.

E isso me faz lembrar de outros tempos.

A gente recolhia materiais descartados pelas ruas, pedia retalhos de tecido, reaproveitava o que encontrava e confeccionava nossos próprios materiais de campanha.

Escrevia, pintava, costurava bandeiras, improvisava.

Era trabalhoso, mas também era uma oportunidade de convivência. As pessoas se encontravam, conversavam, trocavam ideias e construíam juntas.

Não havia tanta tecnologia, mas havia um sentimento muito bonito de participação coletiva.

Não quero dizer que tudo era perfeito ou que o passado era melhor em tudo.

Quero apenas lembrar que a tecnologia deveria aproximar as pessoas, não substituir o carinho entre elas.

E isso vale especialmente para a política.

Infelizmente, vejo companheiros que mal se cumprimentam por causa de disputas internas. Pessoas que viram o rosto, que se afastam porque pensam diferente, mesmo dentro do próprio partido.

E eu me pergunto: em que momento deixamos o afeto para trás?

A frase “ninguém solta a mão de ninguém” é muito bonita. Mas precisa ser vivida, não apenas repetida.

Podemos discordar, defender ideias diferentes e participar de correntes políticas distintas sem perder a capacidade de nos respeitar.

Porque, antes de qualquer partido, somos seres humanos.

Professores transformam gente, e gente transforma o mundo

Existe também algo muito especial na minha relação com os professores e professoras.

Foi dentro da escola, convivendo com meus professores, que encontrei um dos sentimentos mais profundos de família e pertencimento.

A escola representou para mim muito mais do que um espaço de aprendizado. Foi um lugar de acolhimento, de construção de laços e de formação humana.

Talvez seja por isso que eu tenha tanto carinho por quem dedica a vida ao ensino.

Professores têm uma função que vai além de ensinar. Eles transformam gente, e gente transforma o mundo.

E foi justamente ao lado de professores e professoras que vivi parte dessa campanha e compartilhei momentos que levarei comigo.

Que o amor não seja apenas uma palavra

Vivemos cercados de discursos sobre solidariedade, união, respeito e democracia.

Mas essas palavras precisam encontrar espaço nas nossas atitudes.

Não adianta defender o amor ao próximo e virar o rosto para quem caminha ao nosso lado.

Não adianta falar de coletividade enquanto cultivamos o individualismo.

Não adianta repetir que ninguém solta a mão de ninguém se, na primeira divergência, deixamos de estender a nossa.

A política está presente na nossa vida muito além das eleições. Ela influencia nossa saúde, nossa educação, nossa alimentação, nossa renda e nossas condições de viver.

Por isso, quando converso com alguém, procuro enxergar muito além daquela pessoa. Vejo também as histórias, as necessidades e as esperanças de tantas outras pessoas que vivem realidades semelhantes.

E acredito que não podemos construir um mundo melhor se perdermos a capacidade de olhar uns para os outros com respeito e carinho.

O fundamentalismo, a intolerância e o individualismo encontram espaço justamente quando deixamos de reconhecer a humanidade de quem está ao nosso lado.

É por isso que aquele abraço teve tanto significado para mim.

Não foi um gesto político ensaiado, nem uma formalidade de campanha.

Foi um momento de carinho que me fez lembrar por que continuo acreditando nas pessoas.

Obrigado, Dona Ivete, pelo abraço e pelo carinho.

Obrigado também às mulheres e professoras que fazem parte da minha vida, que me ensinaram tanto e que continuam transformando o mundo ao seu redor.

Que a gente nunca perca a capacidade de demonstrar afeto, mesmo diante das diferenças.

Porque uma campanha termina, os materiais são guardados, as bandeiras são recolhidas e as disputas eleitorais passam.

Mas existem abraços que permanecem para sempre na nossa memória.

❤️ Que a política nunca nos faça esquecer que, antes de qualquer partido, somos seres humanos.

Fernando Kabral — Olinda, Pernambuco

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